Como aplaudir o cinema nacional

Fiquei muito impressionado com dois filmes brasileiros recentes. O primeiro, de Selton Mello, baseado no romance Um Pai de Cinema, do chileno Antonio Skármeta, autor do sempre lembrado O Carteiro e o Poeta, que virou filme dirigido por Michael Radforf (não confundir com o ator Robert Redford), ganhou um título esperto.

Afinal, soa bem dizer que eu vi O Filme da Minha Vida. Piscadinha de olho. O nome do filme, estrelado por Johnny Massaro, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer e Selton Mello, significa tanto o melhor filme que já tive a oportunidade de assistir quanto a história da minha vida, que daria um filme. O cinema é um elemento importante na história.

O segundo, de José Luiz Villamarim, baseado no romance O Mundo Inimigo – Inferno Provisório Vol. II, do mineiro Luiz Ruffato, autor do cultuado Eles Eram Muitos Cavalos, encenada no teatro pelo Coletivo dos Vagabundos (não confundir com Mãos de Cavalo, de Daniel Galera), ganhou um título que também se abre para duas leituras.

Afinal, Redemoinho tanto pode ser um ponto perigoso no rio, no contexto da narrativa, conduzida por Irandhir Santos, Júlio Andrade, Dira Paes e Cássia Kiss Magro, quanto o ponto centrífugo, que puxa com força irresistível a rotina dos personagens, deixando-as revolutas, despedaçadas e incompletas. A água é um elemento importante na história.

Ambos merecem o privilégio da tela imensa. São bonitos, tristes, humanos, sem grandes efeitos especiais. O Filme da Minha Vida é sobre a ausência do pai. Redemoinho gira ao redor de amigos que estavam distantes. Atração e repulsa em medidas intensas, insanas.

Selton Mello é fabuloso, no sentido de um tom de fábula que envolve a chegada da maturidade. Villamarim é espetacular, no sentido de um espetáculo visual derramado sobre a miséria. Os diretores se afastaram das metrópoles para mostrar realidades universais. Selton Mello foi para Bento Gonçalves. Villamarim foi para Cataguases.

Selton Mello, em seu terceiro longa, é cada vez mais senhor dos seus recursos. A estreia de Villamarim, que dirigiu novelas e séries, deixa claro que seu futuro é bem mais que promissor. Walter Carvalho, diretor de fotografia nas duas experiências, é responsável em grande medida pela riqueza de sugestões que podemos ver nos enquadramentos.

A lamentar apenas que O Filme da Minha Vida e Redemoinho tenham alcançado poucas salas. Enquanto sagas de heróis poderosos conquistam a totalidade do circuito exibidor, com a força e a musculatura dos anabolizados estúdios americanos.

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Como dar adeus a Melodia

Luiz Melodia morreu na sexta-feira. No sábado, ouvi seu último disco, Zerima. Lançado pela Som Livre em 2014. Produzido por Líber Gadelha e Humberto Araújo. Na capa, Luiz Melodia expõe a pele preta, num close em que mira nos olhos. Sem subterfúgio, falsidade, mentira. Este sou eu, parece dizer. Do jeito que eu sou.

Parecia velho. Testa enrugada, grandes olheiras, cavanhaque branco. No encarte, perfila a elegância despojada do malandro. No disco, desfila o poeta. O compositor, antes de mais nada. Luiz Melodia põe assinatura em nove das 14 faixas. Quatro em parceria. Cinco sozinho. Depois, vem o cantor inimitavelmente sedutor.

Pensei, Zerima é um testamento. Não apenas porque encerra uma discografia pequena. Modesta em números, não em talento e competência. Foram 13 discos desde 1973. Pérola Negra, o primeiro, continua comovente. Zerima, por sua vez, é uma despedida um tanto quanto premeditada. Viajo com os meus botões.

Esse nome, de onde vem? Anagrama de Marize, irmã de Luiz Melodia, que morreu em 2011. Ele brinca de chamá-la de uma flor no deserto da África. Ponto de cor e perfume no meio do nada. A faixa título, dividindo o disco, é a sétima. Canção de dor, emotiva, que Luiz Melodia transforma em carícia. Saudade sem o drama da perda.

Zerima começa com charme e suingue, em Cheia de Graça. O cantor pede para não ser abandonado, no sapatinho. Dor de Carnaval, com Céu, lamenta a escola que perdeu o passo na passarela do samba. Vou com Você, outra face da moeda, revela o amado que não deixa a amada ir embora. As desavenças são motivos de graça.

Caindo de Bêbado mostra o sujeito flanando pelo Rio de Janeiro, embriagado de sentimento. Nova Era, de Dona Ivone Lara, declara esperança no futuro.  Do Coração de Um Homem Bom sugere a carta na manga do crooner. Cura é um bom momento para prestar atenção em todo mundo que toca com Luiz Melodia. Categoria.

Sonho Real traz o blues para a boca de cena. Leros e Leros e Boletos, belíssima, de Sérgio Sampaio, irresistível, afirma: “vou me fazer de eterno no meu encontro com Deus”. Papai do Céu tripudia sobre a eterna crise brasileira. Maracangalha, de Dorival Caymmi, apresenta Mahal Reis, filho de Luiz Melodia, o rapper que detém o bastão.

Moça Bonita, de Jane Reis, dá uma balançada no sincretismo. Amusicadonicholas, tudo junto, é instrumental. A última faixa do último disco não tem a voz do artista. Ausência anunciada. Luiz Melodia virou música.

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Como salvar a pele do seu filho?

“Charlie Gard morreu hoje, aos 11 meses. Ele nasceu com Síndrome de Miopatia Mitocondrial, que provoca perda muscular e danos cerebrais. Os pais queriam levá-lo, da Inglaterra, para um tratamento nos EUA. A Justiça não permitiu. Depois, tentaram fazer com que ele morresse em casa. Os aparelhos foram desligados numa clínica.”

Esta foi a nota que escrevi, sobre a morte do pequeno Charlie, para o DQD de sexta-feira, 28. O DQD de sexta pretende ser um pouco mais leve. Falamos de assuntos pesados e polêmicos a semana inteira. Sexta, pela proximidade com o fim de semana, é dia de uma necessária despressurização. Dia para dar uma relaxada, uma descontraída.

Talvez por isso, depois da leitura, na frente de um quadro tão triste e acabrunhante, tenhamos ficado calados e consternados. O silêncio tem muito a dizer, mas como não pode haver silêncio em rádio, mudamos de assunto. Fiquei pensando, mais tarde, no que poderia ser dito. O DQD chega ao fim na Interativa, mas continua na minha cabeça.

Independente das questões legais que, no final das contas, levaram a história do pequeno Charlie para todas as partes do mundo, pulsam as questões existenciais e urgentes. O pequeno Charlie não completou um ano de vida. A maior parte desse período foi no hospital, ligado a aparelhos, imagino, dolorosos e angustiantes.

Teria ele consciência de alguma coisa? Bem, os pais tinham consciência do estado de saúde do pequeno Charlie e não deixaram de lutar por ele. Como, nesse momento, há pais lutando por seus filhos em hospitais mais e menos sofisticados. O pequeno Arthur, baleado no ventre da mãe, tentou sobreviver por um mês numa UTI do Rio de Janeiro.

Desconheço amor mais incondicional do que o amor dos pais por seus filhos. Não importa, de fato, o que aconteça, estaremos sempre dispostos a defender nossas crias com unhas e dentes, garras e fibras. Até contra a morte. Mesmo que a morte, sempre mais forte, seja implacável, como a da pequena Júlia, neste fim de semana em Goiânia.

A passagem do pequeno Charlie e o sofrimento de quem lhe deu a vida nos lembram como somos frágeis, como somos pequenos e impotentes, como somos arrogantes em nossa ilusão de permanência e continuidade. Voltem em paz ao colo do Pai e da Mãe, pequenos Charlies. Obrigado por terem vindo. Desculpem nosso imenso mau jeito.

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Como entrar na luta desarmado

Eu me aproximei da cantora Elaine Marin, de quem nunca tinha ouvido falar, através do clipe de Empírico. Ela no estúdio cantando um meio blues de letra intensa e curiosa: “mas como é mesmo que faz/ onde é mesmo que põe esse desejo tamanho GG/ onde é que eu guardo esse amor/ enquanto meu corpo inteiro ainda não sabe o que fazer?”.

A pergunta é mais bonita do que qualquer resposta que eu possa dar, inutilmente. Bom, mas como foi que eu cheguei ao clipe de Empírico? Minha memória, que sempre me prega peças, avisa que a culpa é do Paulo Lepetit. Faz sentido. Tinha acabado de escrever sobre o disco novo do Paulo, Isca de Polícia, e ele é o produtor de Elaine.

Ambos aprontaram Desarmada. Paulo no baixo e ainda Dino Barioni (guitarra, violão, viola), Webster Santos (guitarra, violão, ukelelê), Marco Costa (bateria), Ari Collares (percussão) e Adriano Magoo (piano, teclados, acordeon). Fora o que tem de convidados. Em especial, muitos vocais. Elaine foi generosa em chamar os amigos.

Tem Titane e Natalia Mallo em A Sorte, o Sonho e o Santo, Zeca Baleiro em Metade, Titane de novo em Ana e Eu, Vange Milliet na faixa título, o grupo Solaris em Faz Toda a Diferença e Tudo É pra Sempre, Paulo Padilha em Fim e Suzana Salles em Quando Você Chora. Muita gente boa reunida aguça a curiosidade daquele que gosta de música.

Intrometido, entrei em contato com a Elaine e pedi Desarmada. Ela mandou mais um. O primeiro, com o nome dela, foi gravado ao vivo em Santo André, em 1999. Tanto tempo de um para o outro, não é? Artistas independentes estão sujeitos aos destemperos do tempo. Por isso, é importante contar pra todo mundo que tem um disco legal circulando.

A princípio, eu acho 14 faixas um tanto exagerado. Mas as 14 faixas de Desarmada não pesam na audição. Pelo contrário, elas passam com muita suavidade. Uma depois da outra, com lirismo encantador. Todas as composições são de Elaine. Ela tem um dom para criar imagens sugestivas. E uma voz delicada, que às vezes quase fala cantando.

O encarte ficou mais bacana do que a capa. As colagens são de Barbara Scodelario. Parece que faltou alguma coisa na armadura. Mas não falta um sopro de vida nessas confissões desarmadas de intenções vulgares. Um disco que termina dizendo que ‘amar é a melhor saída para feridas que não cicatrizam’ merece, sim, um pouco de atenção.

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Como cultivar a boa memória

O primeiro disco da minha vida foi um compacto duplo de Elvis Presley. Duplo porque tinha quatro músicas, duas de cada lado. Compacto porque era um disquinho de vinil, menor do que um LP, maior do que um CD. Ainda lembro do repertório, três rocks e uma balada: Jailhouse Rock, Hound Dog, Heatbreak Hotel e Love Me Tender.

O disco veio encartado no primeiro número da revista Rock Espetacular, da Rio Gráfica Editora. Ela custou 25 cruzeiros, no ano distante de 1976. Tinha um desenho dos Beatles na capa, na fase do Sgt. Peppers. O segundo número veio com os Rolling Stones e o terceiro, com Elton John. No tempo em que ele se fantasiava de personagem maluco.

O editor de texto era Luiz Carlos Maciel, que escreveu no Pasquim, um dos jornalistas brasileiros mais combativos do movimento hippie e da contracultura. No final da revista, tinha o anúncio da calça jeans US Top, com a cifra para violão do jingle que tocava no comercial da TV. Caso para ser estudado em faculdades de publicidade.

Quem tem mais de 40 anos se lembra: “liberdade é uma calça velha, azul e desbotada, que você pode usar do jeito que quiser, não usa quem não quer.” Que me leva a pensar num comercial da Calvin Klein, de 1983, censurado na época, em que um rapaz dizia que queria ser um vagabundo (“aquele que não taí com nada, mas tá com tudo”).

Não se iludam com minha memória. Eu esqueço tudo com facilidade. Até para seguir o conselho de Sérgio Augusto de Andrade: “a ignorância pode ser uma forma de saúde e a omissão, um tipo de ecologia. Já sabemos, seja como for, muito – e sobre possivelmente mais do que deveríamos. Chegou a hora de começarmos a nos dedicar a ignorar.”

Os detalhes da Rock Espetacular são claros porque, em 2012, quando a banda de Mick Jagger e Keith Richards completou 50 anos de carreira, eu entrevistei o amigo e professor Fábio Sabbath, um emérito colecionador de discos, LPs e CDs, além de livros e revistas. A casa do Fábio é um sebo, um arquivo e um museu de rock clássico.

No meio da conversa, falei sobre o primeiro disco da minha vida. Por acaso, ele tinha um exemplar da revista no armário. Generoso, Fábio me deu a revista de presente. Ela está aqui, agora, na minha frente. Muito bem conservada. O disco, meu irmão caçula, Marcelo, quebrou, não sei mais onde, porque nós discutimos. Não lembro mais porquê.

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Como dar o fora na Mulher-Maravilha

Diana, a Mulher-Maravilha, cresceu em uma ilha habitada por mulheres. Como pode ser feminista se nunca foi vítima da opressão masculina? Mas ela é oprimida pela mãe, que não quer que ela receba o treinamento de uma guerreira.

Vamos combinar que o problema é a autoridade e não o sexo de quem a exerce. Ou o problema é a mentalidade de quem exerce a autoridade. E a mentalidade feminina, neste caso, é tão opressora quanto a masculina.

Mas a autoridade cede com uma facilidade constrangedora. Logo, a mãe quer que Diana se torne a melhor guerreira de todas. A rainha alimenta um transtorno bipolar, coitada.

O homem entra na vida da Mulher-Maravilha como um deus ex machina. Olha eu aqui e ploft, se arrebenta na praia. Homens gostam de chamar atenção fazendo barulho. Está claro, quando ela o salva, que eles vão se apaixonar. O roteiro é previsível.

A Mulher-Maravilha, com vontade de sacar a espada, vai correr atrás do homem que precisa voltar para um mundo em guerra. Quem suporta mais um filme em que os vilões desalmados, extremamente fáceis de odiar, são os nazistas?

Por que os grandes inimigos da Mulher-Maravilha são velhos? Projeção da figura do pai que ela nunca teve? Que deus da guerra é aquele que se apresenta como um idoso de bigodinho ridículo? Faça-me o favor, Patty Jenkins! Quem leva esse deus a sério?

A Mulher-Maravilha precisava mesmo de um escudo que transfere sua imagem para um Capitão América de saia? Falando nos dois, eles são de fato responsáveis pela vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial? Céus!

Há heroínas importantes nos Vingadores e nos X-Men. Nenhuma foi saudada com (desculpem a palavra) o empoderamento da Mulher-Maravilha. Elas não são estrelas, não estão no centro da trama, como protagonistas. O Homem de Ferro não deixa.

E a Mulher-Maravilha penetra o universo dominado pelos homens com o olhar da inocência, sentindo dificuldades para decifrar os códigos ocidentais. De novo, quase como a hibernação de Steve Rogers, que se adapta melhor. Ele já era dessa esfera.

O ponto fraco da Mulher-Maravilha é o fator genérico. Mistura da força e da indestrutibilidade do Super-Homem com a agilidade e os bons sentimentos do Capitão América. É evidente que seria colocada na linha de frente dos soldados.

A diferença é que ela toma a iniciativa e, reproduzindo os padrões de violência gráfica, encontra-se aonde decidiu estar. Eu deixei de levar o filme em consideração ao notar uma incômoda semelhança de Gal Gadot com a Patrícia Poeta. Aí, não deu.

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Como separar os homens dos meninos

Isca – Volume 1, da banda Isca de Polícia, leia-se Paulo Lepetit (baixo, vocal), Marco da Costa (bateria), Jean Trad (guitarra lado direito), Luiz Chagas (guitarra lado esquerdo), Vange Milliet e Suzana Salles (vocais), é um disco atemporal. Ele jamais perderá sua capacidade assombrosa de ser radicalmente moderno.

O grafismo da capa de Gal Oppido é a primeira ousadia. A segunda é se apropriar do nome da banda do eterno Itamar Assumpção. A terceira ousadia é o repertório montado em cima de canções de Péricles Cavalcanti, Arrigo Barnabé, Carlos Rennó, Alice Ruiz, Ortinho, Vange, Tom Zé e os populares Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes.

Algumas em parceria com Lepetit, que ousou na produção e nos arranjos. Aplaudo em pé, comovido. Aqui sim, impera a novidade, a busca incessante da originalidade, a recusa de toda fórmula cansativa disfarçada de homenagem.

Não poderia haver melhor acerto no Isca de Polícia do que entregar o prazer do canto para Vange e Suzana. Elas desempenham a tarefa com uma flexibilidade incomum e rara. Os arranjos absolutamente suingados evitam a mesmice como o diabo foge da cruz. As composições enveredam por temas inesperados.

Eis uma gema preciosa destinada a cair nas mãos certas e abertas. Espero que estas mãos pratiquem o milagre da multiplicação da genialidade. Isca – Volume 1 é um ponto lá longe, fora da curva. Que venha o Volume 2. Mal posso esperar.

Doris Encrenqueria é um nome ruim para uma banda de rock. Mas a tia que aparece na capa do CD é tão bonachona, com os braços imensos tatuados, que dei a chance de uma audição aos moleques Pedro Lipatin (guitarra, vocal), Henrique Cabreira (guitarra, vocal), Eduardo Hollywood (baixo, vocal) e Eduardo Schuler (bateria).

Nenhuma novidade no front, meus amigos. O rock da Doris Encrenqueira é feito com a matriz do passado. Não há nada aqui que vocês não tenham ouvido. Mas a produção da banda e de Sebastian Carsin é muito boa. Os caras têm punch, ataque e pegada. Riffs contundentes e solos inflamados. Vocal poderoso e refrões para berros em uníssono.

As composições são fraquinhas. Um arremedo da velha rebeldia juvenil que só quer saber de farra, mulheres e bebidas. Não surge nenhuma balada no meio do caminho. A grande vantagem é que eles não se espelham em bandas atuais, da moda, que fazem música querendo fazer sucesso. Seja lá o que isso queira dizer hoje em dia.

Doris Encrenqueira não se parece com ninguém dos anos 80 e 90. Na atual circunstância, é uma bênção.

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